Marcas com foco em sustentabilidade
A proximidade do Rio+20 tem despertado a consciência ambiental-sustentável também no ramo da moda. Boa parte das marcas que apresentaram suas coleções de verão no Rio-à-Porter investiram em atitudes sustentáveis em suas produções. A marca de calçados Comparoni, da Paraíba trouxe sapatos produzidos com algodão ecológico – que já nasce naturalmente colorido, sem uso de aditivos e corantes – e técnicas artesanais.
Os calçados e acessórios da marca são produzidos em um casarão centenário no Centro Histórico de João Pessoa-PB. Desde que surgiu no mercado, a empresa tem como foco desenvolver moda ecologicamente correta e socialmente justa. A produção das peças contribui para azeitar uma cadeia produtiva importante para a economia local. O trabalho artesanal com a renda renascença envolve 400 mulheres reunidas em cinco associações no Cariri paraibano. O couro de peixe, entre outros componentes, têm origem em Campina Grande, pólo do setor calçadista do Nordeste.
A Natural Cotton Color, grupo da Paraíba que trabalha com algodão naturalmente colorido, desenvolvido pela Embrapa, vai apresentar no evento a coleção ‘Eco-nomica’. Por conta da forte seca que atinge o Nordeste, a marca investiu ainda mais no reaproveitamento de materiais e tentou evitar ao máximo o desperdício. A coleção traz peças com aplicações de tecidos e modelagens mais ‘secas’.A Natural Cotton Color apostou em roupas que não precisam ser passadas, uma maneira de economizar energia e reuniu um grupo de 60 agricultores familiares, localizados em um assentamento a cerca de 150km da capital, que ficaram responsáveis pelo plantio da matéria-prima ecologicamente correta.A marca espera um crescimento de 30% nas vendas em relação ao salão passado.
Pós graduada pela PUC-Rio, a designer Elisa Paiva apresentou uma coleção feita com micro lâmpadas. A ideia surgiu no último ano de faculdade, durante o desenvolvimento do projeto final: a ideia era falar sobre a origem da vida através de peças feitas com cápsulas. Em uma visita ao mecânico, Elisa descobriu as pequenas lâmpadas usadas em lanternas de carros. Fez um então, um acordo com o mecânico para coletar as lâmpadas queimadas e que seriam descartadas. O resultado são pingentes e colares inusitados.
A marca JS, da designer Julieta Sandoval, apostou na reciclagem de papel lançando quatro novas linhas de acessórios nesta edição do RAP: ‘Klimt’, com detalhes em dourado; ‘Suminagayi’, técnica japonesa que mescla tons de azul; ‘OP Art’ (anos 80) e seu silk exclusivo e a de jeans tricotado, com bolsas e carteiras customizadas. Pela primeira vez a marca lançou seu silk estampado próprio associado a um mix de materiais e texturas. A designer apostou no preto e branco e nos detalhes em cores fortes.
Já a Monica Krexa lançou peças na versão dourada do alumínio, ecologicamente tingido, sem abandonar a sua matéria-prima na versão original. “No Brasil se aposta muito no dourado e chegou a hora de atender a essa demanda crescente. Buscamos um tingimento de qualidade e com responsabilidade ambiental”, explica Krexa. São brincos, anéis, braceletes e adereços de cabeça, além das bolsas e carteiras em lona e em couro sintético e ecológico. Outro destaque está no uso de pedras nas peças.
![]() Comparoni, sapatos produzidos com algodão ecológico - Foto: Divulgação |
Os calçados e acessórios da marca são produzidos em um casarão centenário no Centro Histórico de João Pessoa-PB. Desde que surgiu no mercado, a empresa tem como foco desenvolver moda ecologicamente correta e socialmente justa. A produção das peças contribui para azeitar uma cadeia produtiva importante para a economia local. O trabalho artesanal com a renda renascença envolve 400 mulheres reunidas em cinco associações no Cariri paraibano. O couro de peixe, entre outros componentes, têm origem em Campina Grande, pólo do setor calçadista do Nordeste.
A Natural Cotton Color, grupo da Paraíba que trabalha com algodão naturalmente colorido, desenvolvido pela Embrapa, vai apresentar no evento a coleção ‘Eco-nomica’. Por conta da forte seca que atinge o Nordeste, a marca investiu ainda mais no reaproveitamento de materiais e tentou evitar ao máximo o desperdício. A coleção traz peças com aplicações de tecidos e modelagens mais ‘secas’.A Natural Cotton Color apostou em roupas que não precisam ser passadas, uma maneira de economizar energia e reuniu um grupo de 60 agricultores familiares, localizados em um assentamento a cerca de 150km da capital, que ficaram responsáveis pelo plantio da matéria-prima ecologicamente correta.A marca espera um crescimento de 30% nas vendas em relação ao salão passado.
![]() Elisa Paiva - Foto: Divulgação |
Pós graduada pela PUC-Rio, a designer Elisa Paiva apresentou uma coleção feita com micro lâmpadas. A ideia surgiu no último ano de faculdade, durante o desenvolvimento do projeto final: a ideia era falar sobre a origem da vida através de peças feitas com cápsulas. Em uma visita ao mecânico, Elisa descobriu as pequenas lâmpadas usadas em lanternas de carros. Fez um então, um acordo com o mecânico para coletar as lâmpadas queimadas e que seriam descartadas. O resultado são pingentes e colares inusitados.
A marca JS, da designer Julieta Sandoval, apostou na reciclagem de papel lançando quatro novas linhas de acessórios nesta edição do RAP: ‘Klimt’, com detalhes em dourado; ‘Suminagayi’, técnica japonesa que mescla tons de azul; ‘OP Art’ (anos 80) e seu silk exclusivo e a de jeans tricotado, com bolsas e carteiras customizadas. Pela primeira vez a marca lançou seu silk estampado próprio associado a um mix de materiais e texturas. A designer apostou no preto e branco e nos detalhes em cores fortes.
Já a Monica Krexa lançou peças na versão dourada do alumínio, ecologicamente tingido, sem abandonar a sua matéria-prima na versão original. “No Brasil se aposta muito no dourado e chegou a hora de atender a essa demanda crescente. Buscamos um tingimento de qualidade e com responsabilidade ambiental”, explica Krexa. São brincos, anéis, braceletes e adereços de cabeça, além das bolsas e carteiras em lona e em couro sintético e ecológico. Outro destaque está no uso de pedras nas peças.
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